Porque amor de verdade deve ser isso; no começo você me tirava a fome, o sono, agora eu quero dormir e comer ao seu lado todos os dias, no começo você me dava medo, agora você me tira todos eles, e não, eu não tenho mais vergonha, nunca me senti tão livre, leve, nunca estive tão feliz, é, você me faz feliz, mas do que eu pensei que fosse possivel alguém fazer outro alguém, é uma carga de bons sentimentos tamanha que já não sei o que fazer com tanto amor, só sei que sinto, só sei que agradeço; obrigada pela nossa história, pela vida que estamos construindo juntos, e é linda, obrigada pela paz, pelos planos, por cada minuto do teu tempo, por ser assim, tão parte de mim como és, por estender a tua mente a minha, as tuas mãos as minhas, obrigada, é o maior amor do mundo, eu sei, é único, e eu estou disposta a me apaixonar por você completamente, todos os dias, para o resto da minha vida, como tem sido desdo o começo, e como deve ser, até o fim, (que no nosso caso não existe), meu amor.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Nós vamos falar sobre o que?
Sobre todos os dias inquietos, dias de calor infernal e de batucar em mesas e estantes.
Dias iguais, diferentes, dias de céu azul, dias que só acontecem aqui no sul, dias de quem não tem tempo pra pensar, dias pra achar desculpas, pra fazer pratos gelados de doce para após o jantar.
Sobre todos os dias que encontramos as desculpas mais absurdas apenas pra justificar nossa falta de vontade, nosso fraquejar. Sobre as músicas que ouvíamos e deixamos de ouvir, sobre a rádio que cansamos de sintonizar, sobre as pessoas que deixamos de amar, sobre os passos que poderíamos ter dado e não demos. Sobre o fim de tudo, os princípios que existem desde que o mundo é mundo, sobre a camisa mal passada, sobre contar o que sonhamos á noite pra alguém que sempre estará ali pra escutar.
Sobre banho de mar.
E também sobre os domingos de sol, comer fruta embaixo de árvore e sentir formiga beliscando a bunda, sobre feridas que cicatrizam, pois elas sempre cicatrizam. Sobre provas que tinham semblante de piores do mundo, sobre deitar no chão do quarto com a luz desligada e esperar o tempo passar. Sobre os perfumes característicos das épocas, sobre presentes que comprávamos quando o dinheiro era fácil, sobre beijos escondidos e amores platônicos que seriam pra vida toda até o próximo amor.
Sobre velhos amigos, sobre filmes que todos viram – menos você, sobre como pessoas significam mesmo através dos anos, sobre o primeiro fio de cabelo branco, sobre credibilidade e a possibilidade de esgotamento desta, sobre listas de supermercado, festas de fim de ano, futebol.
Sobre Brasil, London, Amsterdam, NY. Sobre o que está longe, o que está perto, o que desejamos, o que perdemos, o que nunca ganharemos, o que sonhamos, o que comemos, o que sangramos, o que acreditamos.
Sobre nós.
O futuro, o ontem. O que se passa e o que jamais irá acontecer. O que planejamos.
Sobre o que lembramos, sobre a vida.
(é eu te amo)
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Sobre a autora:

Analisando a minha breve porém consistente existência, eu digo que sou clichê, e subproduto, sou mero resultado da soma de várias influências, e que também influencio, sou viciada e viciante, constante inconstancia, e a mais independente das dependências, menina-mulher, apaixonante e apaixonada, não quero viver de ódio nem morrer de amor, sou sincera, e pura, quando me convêm, amo minha família na qual incluo meus amigos, os de verdade aquela família que me permiti escolher, faço a minha arte nela morro e renasço ao mesmo tempo todos os dias, e sobre todas as coisas eu amo, amor incondicional daqueles que falam os poetas e gritam os apaixonados, que hipnotizam os adolescentes e que fazem sorrir os velhinhos, amor a vida, e a tudo que veio com ela alêm disso não me preocupo muito com o futuro, sei que um dia ele chega, e junto com ele todas as outras coisas, não reclamo demais, isso só envelhece, dou pelo menos um sorriso sincero por dia, pra esquecer as maldades do mundo e lavar minha alma, gosto de conversas longas, e interessantes, de filmes e de histórias fortes, de musicas que falam de realidade, eu sou chocolatra e amo tudo que vem da Itália, eu espero demais das pessoas e vivo me ferrando por isso, mas prefiro assim, do que ficar indiferente e não sentir, sou de carne e osso, pelo, pele e nervos, sou animal, e sigo meus instintos, até demais as vezes, odeio comida muito quente e gente muito fria, amo viajar mais o melhor mesmo é voltar pra casa, pro colo da minha mãe, e pro café da minha avó, o tempo me convenceu de que as pequenas coisas fazem a diferença e eu guardo tudo que posso na memória só pra poder rir sozinha antes de dormir, existem pessoas inesquecíveis, e gente que merece ser esquecida, cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é, algumas pessoas não gostam de mim, eu não me incomodo com isso, não é possível agradar a todos, alguns são para poucos e bons. Por fim esta aí um pouquinho de mim, essa doce burguesinha da zona sul, que pode não saber o que quer mas sabe muito bem o que não quer, (e portanto não perde tempo).
eu sou da geração do disbunde,e da tribo do abraço. ;)
(Texto de 2006, válido até hoje)
Dezembro;
Estamos aqui no magnifico último mês do ano, garanto que uma das melhores histórias do mês envolve o primeiro dia dele, eu não estava em casa quando amanheceu, hoje eu fui dormir depois do nascer do sol, e tive uma noite daquelas, com gosto, cheiro, uma noite que ficou eternizada na mente, eu poderia tocar cada momento, as palavras jamais relatariam os fatos, devida complexidade, beleza, e raridade como foram ocorridos, fato é que a vida é muito mais que nós, reles seres humanos que respiram e existem, o acaso está aí para provar que nada é por acaso, e eu estou aqui, para provar que a felicidade existe, agora ele está junto a mim e eu vou guia-lo pelos meus caminhos ,seguiremos juntos, dois em um, respirando, pois respirar é muito importante.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Pare;

Parei, tô bem, parada, os dias pesam, as pessoas pesam, e o peso é demais, me joga no chão, mas não não foi no chão que parei, estou de pé, andando por um caminho claro, uma trilha, que me leva a felicidade que é sonhada por mim, é o meu caminho, entende?, as vezes eu divido ele com os outros, as vezes passo por outros caminhos, atalhos, prolongamentos, eu tento, caminho solitário é triste, mas ninguém divide o mesmo caminho pra sempre, ninguém quer chegar no mesmo lugar, respeito isso, respeito os seres viventes e suas diferenças, só peço que parem de arrastar correntes ao meu lado, pois hoje, eu ando com asas nos pés, vê-los presos fere a minha liberdade, não tentem cortar minhas asas, eu lutei por elas, são a minha escolha, a minha verdade, meu caminho é leve, livre, as correntes só destroem a beleza da vida, elas prendem, livre-se delas, e sinta o vento no rosto, nos cabelos, o sangue a correr nas veias, liberdade, ainda que tardia.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Querida amiga:
As vezes é preciso desistir, especialmente quando se quer demais, querer demais pode ser perigoso, a vontade em excesso leva quase tudo a ruína, como nasci sem a-medida-certa-das-coisas não sei quando é hora de desistir, insisto sempre, por pura fé no outro, e quase sempre me magoo, mas insisto em repetir que essa é uma escolha minha, neste tempo de computadores, vidas desperdiçadas por essa virtualidade inútil, a tecnologia nos tornou muito mais individualistas, canalhas, preguiçosos, e até mais infelizes, nos tornamos reféns de algo que não precisamos, quer dizer não precisávamos, porque agora é quase impossível passar um dia sem entrar num mundo que na verdade nem existe, as pessoas não querem aproximação com as outras, porque o medo é tanto, a dor já é tanta, insuportável mesmo tem sido viver ao lado de tanta gente amarga, marcada pela própria história, todas cheias de esqueletos no armário, faltam sorrisos, a vontade, o ar puro, falta fazer valer a pena, já que apesar do lugar comum: uma andorinha só não faz verão, pense bem antes de fechar o seu mundo pra visitas, antes de se trancar no inferno de si mesmo, eu sempre insistirei em bater nas portas; entrar, ver o que há lá dentro, eu preciso do outro, preciso de você, e não tenho medo disso, por mais que insista, por mais que tente, por mais que faça por onde e mesmo que doa, entenda; eu jamais vou desistir.
sábado, 22 de novembro de 2008
Lispector:
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar
Faça com que eu saiba ficar com o nada,
e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços o meu pecado de pensar
Faça com que eu saiba ficar com o nada,
e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços o meu pecado de pensar
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